Ruptura tendão calcâneo (Aquiles)

Ruptura tendão calcâneo (Aquiles)

A ruptura do tendão calcâneo ocorre geralmente de um trauma indireto decorrente de um movimento de aceleração brusca principalmente quando a pessoa está em movimento. Como exemplo frequente temos os atletas de futebol de salão ou society em grama sintética. A queixa é de uma pedrada no tornozelo ou na panturilha acompanhada de dor que pode variar e limitar a marcha sem no entanto, apresentar incapacidade de apoiar o pé ao solo e andar. Essa lesão provoca dificuldade para elevar na ponta do pé, e é possível em alguns casos, a palpação de um gap no trajeto do tendão calcâneo.

 

A ruptura crônica do tendão de Aquile é quando não é diagnosticado no início (mais de 15 dias), as extremidades do tendão começam a separar-se pela retração da muscualtura proximal. Andar a pé, empurrar objetos ou ficar na ponta dos pés tornam-se cada vez mais difíceis. Existem, no entanto, outros músculos da perna que tentam compensar a perda do músculo da perna (gastrocnémio) e a do tendão calcâneo, mas estes não são suficientes para manter a potência e a força de arranque da perna.

 

A sobrecarga da musculatura dos flexores dos dedos e do hálux podem levar à deformidade em garra nos dedos. Exames complementares não são mandatórios pois o diagnóstico é basicamente clínico, mas quando necessário a ultrassonagrafia do tornozelo consegue avaliar se a ruptura é parcial com menos de 50% de lesão da circunferência do tendão ou maior disto ou ruptura total e a distancia entre os cotos do tendão.O tratamento pode ser conservador nos casos com ruptura menor de 50% da circunferência do tendão, na transição musculo tendinea e pacientes com comoribidades como diabete uso de quinolonas e fumantes, nos pacientes idosos com baixa demanda física.

 

O tratamento consiste de imobilização suropodálica com equino máximo sem carga por 4 semanas, seguido por mais 4 semanas em equino com apoio de carga ao solo e por ultimo mais 4 semanas com imobilização suropodalico com tornozelo em 90 graus e carga tota. A grande complicação do tratamento conservador é a reruptura que é em torno de 32 a 50%.

 

O tratamento cirúrgico esta indicado nas lesões parciais maiores de 50% da circunferência ou total em paciente ativo com alta demanda fisica e rupturas cronificadas. As técnicas são variáveis desde, até as reconstruções abertas com reforço com outro tendão.

 

O tratamento cirúrgico deve ser realizado o mais rapidamente possível após o diagnóstico para maximizar o retorno da força e inibir que o tendão retraia muito causando o seu alongamento e consequente enfraquecimento. A técnica cirurgica depende do tamanho da distância entre as extremidades dos cotos do tendão e o grau de lesão (degeneração). Se a separação é mínima, diagnóstico precoce, as extremidades do tendão podem ser aproximadas e costuradas por técnicas percutaneas ou com uso de sistemas próprios para sutura do tendão pouco invasivos. Se a separação dos cotos é significativa, então outros procedimentos devem ser realizados, incluindo a utilização de enxerto do próprio tendão de Aquiles, um tendão de aloenxerto, obtido a partir do banco de tecidos (pouco existente no Brasil), transferência de tendão com um dos seus próprios tendões, ou avançar uma ou duas tiras de tendão do músculo do gastrocnêmio para substituir o espaço do tendão de Aquiles. A transferência de tendão e músculo utilizando-o como reforço, sendo o músculo do dedo grande do pé (flexor do hálux Flexor) e fibular curto os mais usados.

 

A nossa escolha nos casos agudos é a sutura percutânea do tendão com reforço com o plantar delgado, e nos casos crônicos com afastamento grande dos cotos sutura do tendão com reforço do flexor longo do halux.

 

Objetivos da cirurgia

 

• Promover a cura e força completa do tendão o mais precoce possível.

 

Cuidados Gerais

 

• Manter o pé elevado nas primeiras duas semanas para diminuir risco de deiscência de pele (abertura da ferida).

• Uso de muletas por duas a três semanas após a cirurgia

• Quando da retirada dos pontos, é liberado carga total ao andar em bota removível

• Não utilizamos gesso na sua recuperação

• A bota apresentará uma dobradiça que permitirá o pé mover para para baixo (flexão plantar), mas limitando a capacidade do pé mover em direção ascendente (dorsiflexão)

• Andar a pé e exercício são muito importantes após a cirurgia e um programa de fisioterapia cuidadoso será necessário para recuperar a força da musculatura da panturilha a qual será longa e ardua.

• Força da perna após a reconstrução é bom, mas, infelizmente, não o normal

• Você será capaz de empurrar com uma perna, jogar tênis e exercício, mas pode ser difícil de executarAs complicações do tratamento cirúrgico é a deiscência (abertura da pele), aderência e em menor incidência o alongamento do tendão e re-ruptura.

 

Programa pós-operatório específico

 

Dia 1

 

1. Pé envolto em bandage volumoso com gesso impedindo o movimento da perna

2. Elevar a perma e uso de anti-inflamatório e relaxante muscular para alivio da dor

3. Espere dormência na perna por 4-12 horas, em seguida, dor e drenagem de sangue é esperado

4. Não é permitido que o pé fique para baixo

 

Dia 10 ao 14 dia de Pós-operatório

 

1. Primeiro consulta após a cirurgia para troca do curativo.

2. Liberado carga parcial com 20 a 30 kg de peso e mantido o pé em leve equino, e com movimento em flexão plantar (movimento descendente do pé) é permitido. É bloqueado o movimento ascendente do tornozelo aZero graus

3. Quando repouso é solicitado manter o pe elevado.

 

Semana 3

 

1. Segundo retorno pos-operatório para retirada de pontos

2. Se a incisão esta seca, liberado a natação é permitido, e andar em piscina sem apoio.

3. Permitido carga total de peso de acordo dor com uso de bota com o tornozelo em 90 graus.

 

Semana 4- 6

 

1. Exercícios leves na bicicleta permitida com a bota.

2. Aumento da carga na fisioterapia e permitido apoio total e andar de bicicleta sem restrição.

3. Aumento da atividade na ponta dos pés e liberado a marcha atlética.

4. Em casos Agudos liberado o uso da bota

 

Semana 8

 

1. Casos crônicos é liberado o uso da bota.

2. A terapia física e exercício físico é essencial para a recuperação e terá a duração mínima de duas horas. Você exercitar para fortalecer a musculatura da panturolha todos os dias por no mínimo dois meses.

3. O uso de sapato com leve elevação do retrope para atividade fisica até o retorno da força muscular, e hipertrofia da musculatura da panturilha.

 

Mês 6

 

1. Liberado para voltar a atividade esportiva desde que tenha conseguido o retorno da massa e força muscular da panturilha.

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